A importância da Tolerância e do Limite [Papo de Mãe]

por Adriana Garcia

Sofia vive batucando. O que pega na mão vira chocalho ou pandeiro, mas isso em qualquer lugar seja na hora de assistirmos um jornal o ou em uma mesa de restaurante. Sofia vive pipocando. Pula, dança e cria novas coreografias, mas isso a qualquer hora, ou seja: às sete da manhã ou de madrugada quando chegamos de algum lugar, (detalhe: moramos em apartamento!). E como mãe, o sermão rola solto. Mas mesmo agindo corretamente, (porque barulho de criança tem limite), fico pensando em uma matéria que li outro dia sobre “tolerância”.
Quem escreveu o artigo foi uma pedagoga chamada Auxiliadora Mesquita. Sofia ainda é uma criança, esta na fase de descobertas, e por ser muito criativa, fico me questionando em não limitá-la, e também me cobrando por saber que criança precisa ter limites. Criança tem que saber o ponto extremo das suas atitudes. É exatamente aí minha dúvida, se impor limites é importante, onde entra a tolerância que é o respeito ao direito de agir, pensar e sentir de modo diverso ao nosso?
No meio dessa dúvida toda, volto ao artigo, ele falava que há algo enérgico e mágico numa criança que cresce. Que descobre, se encanta e se expressa. E que mesmo às vezes sendo muito irritante essa fase, nada se compara a incrível força da vida e da inteligência humana se desabrochando, e como pais, o maior presente que podemos dar aos filhos, é que aprendam, experimentem e se expressem, e isso às vezes pode ficar barulhento.
Propor que crianças não sejam crianças, ou que seus pais não a deixem ser é irreal. Minhas atitudes em relação aos barulhos de Sofia continuam confusas, eu preciso colocar limites (de barulho, para não incomodar o outro) ao mesmo passo em que preciso ser tolerante (conforme relatos do artigo que li, adorei e concordo!). E assim, quem tem criança não pode viver na lua, separados dos que não tem e não entendem esse processo!
Então o correto seria o equilíbrio: respeitar “dentro do possível” quem não gosta de barulho de criança, ao mesmo tempo praticar o que dizia o artigo, para quando crescerem nossas crianças possam ser igualmente tolerantes ao próximo. E você? Ultimamente tem praticado o limite ou a tolerância? 
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