Respira [Colunista – Terapeuta Familiar]

Preciso de mais motivos para respirar?[Patty]

Por Veridiana Fernandes

“RESPIRA, SERÁS MÃE A VIDA INTEIRA”
Frase de impacto essa, não? Pois é. Quantas vezes pensamos nela antes de termos filhos? Nenhuma ou, talvez, as mães mais racionais, uma ou duas…
Hoje pela manhã, uma amiga me disse que nossa escolha foi encarar a vida (e isso quer dizer trabalhar, cuidar da casa, do marido) com os filhos. E, se fizemos esta escolha, tudo dará certo no tempo certo. Pois é. Concordei e fiquei me perguntando quem é quem é que nunca se viu chorando num canto da casa e pensando: meu Deus do céu eu não sirvo para isso! Eu não sirvo para ser mãe!
Se você nunca pensou nisso, das duas uma: ou o seu filho é um santo (santo mesmo, daquele que merece ser canonizado) ou você é. A cada acontecimento desagradável, a cada birra descontrolada, a cada doença, a cada machucado pensamos nisso. A cada momento de total frustração nosso também (sim! Mães se sentem frustradas por não dar conta de pentear o cabelo, ir ao banheiro, sentar para ler um livro, ir fazer as unhas, estudar para a prova, terminar um trabalho ou arrumar a casa) e é disso que gostaria de falar desta vez. Fizemos uma escolha, somos muito felizes com ela, mas também temos o direito de olhar para tudo isso e chorar. Chorar não de arrependimento, mas pelo luto que sentimos quando percebemos que nossa liberdade – aquela liberdade que tínhamos antes – se foi. Temos o direito de elaborarmos este luto, de sentirmos dor por não termos mais a possibilidade de sermos impulsivas, autônomas e solitárias sem nos sentirmos culpadas por isso.
Todas as escolhas envolvem ganhos e perdas, não temos escapatória. E para optarmos, precisamos olhar para os dois lados e decidir. Mas isso não significa que não choraremos as perdas. Chorar as perdas e comemorar os ganhos também são atitudes complementares. Quem se culpa por chorar as perdas acabará por perder a ocasião de comemorar os ganhos. Faz parte do aprendizado de mãe e pai, não fixarmo-nos em momentos, não torná-los infinitos e imutáveis, mas tentarmos viver de forma leve, deixando para trás o que ficou de ruim e levando conosco o que é bom.
Então, respira. Serás mãe a vida inteira: viverás fases modificáveis o tempo todo. Precisarás readaptar-se a todo o momento, reverás tuas escolhas, teus comportamentos, teus valores e reabastecerás o tanque da “santa paciência” todos os dias.

Ser mãe e pai não é fácil. Mas somos todos guerreiros (vejam bem, eu disse guerreiros e não mártires hein?!) que desejam encarar o desafio de crescer junto com nossos filhos e comemorar, a cada mudança de fase, os ganhos daquela que passou.

E para quem não conhece o texto que me proporcionou a reflexão, segue link.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s