Bicos, chupetas e o tempo… [Papo de Mãe]

Por Adriana Garcia
Inevitável não ter oferecido o bico (chupeta) para Sofia quando ela era recém nascida. Para a paz geral da nação e para desespero da pediatra, Sofia na saída da maternidade para casa já deu uma passadinha na farmácia mais próxima para a compra de um bico. Desde então o “BU” como ela o chamava, foi seu melhor companheiro até poucos meses atrás. Se soubesse que não seria tão fácil retirar, não teria oferecido jamais, pois a criança sofre muito e nós mamães também em ver a criança sofrer sem o tal bico. As tentativas para retirar o tal “BU” foram todas por água abaixo. Desde a fase da fala para não atrapalhar a dicção, quanto a fase dos dentes para não prejudicar a dentição. Sem falar do fator higiene que era um terror! Onde Sofia achava o bico ela o colocava direto na boca, não importando (criança não tem essa noção) se ele estava no chão ou se estava higienizado. Então já que não conseguimos retirar, não podíamos deixar faltar. Chegamos ao absurdo de termos 18 bicos disponíveis, e mesmo assim às vezes procurávamos um e não encontrávamos! Eles tinham um lugar secreto: um pote na geladeira bem escondidinho, onde eu os encontrava pela casa, higienizava e guardava, mas eu não entendia como os bicos andavam sozinhos, eles apesar de terem esse esconderijo, em uma emergência o pote encontrava-se VAZIO. Os esconderijos eram mudados e Sofia os descobria. Conversávamos com freqüência sobre as conseqüências que o uso dele poderia causar a ela e mesmo assim Sofia não se convencia. Queríamos que ela se sentisse segura na hora de largá-lo e por isso conversávamos firmemente, mas sem fazermos pressão ou chantagem, deixando que ela sentisse a melhor hora para fazê-lo. Enfim demorou um pouco, ela já não usa mais bicos, largou sozinha, apesar de às vezes falar neles ainda. O que me chamou mais atenção foi o fato de ela ter largado do jeito que eu gostaria: tranquila, segura e com consciência. Outro dia ela disse que estava com saudades, mas que sabia que eles não iriam fazer bem a ela e que iriam prejudicar principalmente a sua respiração durante o sono. Perguntei se ela sentia muita falta, ela disse que já sentiu mais, porém agora já consegue ir para a cama e dormir sem sentir tanta falta deles e que sabe a escolha certa que fez porque os dentinhos permanentes já estão nascendo. Tem coisas que nós mamães temos que intervir e não deixar passar porque as crianças não têm consciência do que realmente podem ou não podem fazê-las mal mais tarde. No entanto, acredito que outras tantas depois de termos feito errado, o tempo se encarrega naturalmente e faz acontecer, basta respeitar o momento certo da criança.
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