A ESCOLA, O ALUNO E OS PAIS [PAPO DE MÃE]

Por Adriana Garcia

Esta semana recebi uma mensagem bem bacana de uma amiga na rede social, o texto é escrito pelo filósofo, educador e professor Mario Sergio Cortella e fala sobre a criança e a escola. O engraçado é que eu já havia parado para pensar sobre isso justamente nessa semana, pois o semestre está terminando e sempre ao fim dele fico questionando mil coisas, principalmente sobre minhas prioridades.

Deixo com vocês alguns dos trechos da mensagem e se interessarem podem acessá-lo na íntegra em http://educacao.estadao.com.br, vale muito a pena a leitura.  

A escola passou a ser vista como um espaço de salvação…as expectativas das famílias em relação às escolas e o que elas oferecem – ou são, de fato, capazes de ofertar – está em descompasso. De um lado, há adultos cada vez menos presentes, seja pelo excesso de trabalho, pelos longos deslocamentos nas megalópoles ou até pela falta de paciência….esperam que a escola ensine o conteúdo obrigatório e eduque os seus filhos…do outro, as instituições se desdobram para dar conta de uma infinidade de disciplinas regulares e ainda são cobradas a disciplinar os alunos e abordar temas considerados pertinentes, tudo em quatro horas diárias. As famílias estão confundindo escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação. Educar é tarefa da família. Muitas vezes, o casal não consegue, com o tempo que dispõe, formar seus filhos e passa a tarefa ao professor, responsável por 35, 40 alunos…a escola foi soterrada nos últimos 30 anos com uma série de ocupações que ela não dá conta – e não dará…tem de lidar com educação artística, religiosa, ecológica, sexual, para o trânsito, contra a droga, português, matemática, história, biologia, língua estrangeira moderna, etc, etc, etc…a família precisa retomar o seu papel, porque ter filho dá trabalho. Ou será que as pessoas não sabiam? Existe tempo, aplicação, reordenamento, partilha das tarefas. A escola não tem como dar conta de tudo o que dela hoje se requisita…é preciso uma parceria entre a escola e as famílias…nunca tivemos tanta agressividade dos alunos contra os docentes. Parte das crianças fica sozinha, come se quiser, vai de perua para a escola e quase não encontra adultos. Se é de classe média, o único adulto que ela encontra é a empregada, para quem ela dá ordem. Não há uma estrutura da disciplina. O primeiro adulto que ela encontra no dia é o professor, que pergunta cadê o uniforme, você fez a tarefa, guarde o celular. Claro que nessa hora a criança vem para cima. É uma geração que confunde desejos com direitos. É preciso uma educação que seja mais firme, mas isso exige tempo, e tempo é questão de prioridade”… (diz o autor)

Prioridade nem sempre, às vezes tempo é questão de sobrevivência e então o que fazer?

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