EU ATÉ QUE TENTEI [PAPO DE MÃE]

Por Adriana Garcia
Depois de tanta insistência da Sofia (porque só eu não tenho? Eu prometo que não vou ficar grudada, etc. etc. etc.) e depois de tanto ”respirar” tantas crianças com joguinhos eletrônicos nos quatro cantos do planeta, tentei deixar Sofia baixar alguns no meu celular para ela brincar, Pensa se deu certo! Primeiro era o celular bipando com um “personagem” me acordando de madrugada para dizer que estava com fome e que precisava de comida, depois outro pedindo carinho, depois outro dizendo que precisava tomar banho, e assim se passava a madrugada e o celular bipando! Sem contar que durante o dia ela ficava ansiosa e agitada querendo bater metas e corria no celular quando ele bipava, chamando para algum comando. Claro que essa tentativa não deu certo, desinstalei todos para o completo desespero de Sofia. Ela brinca no computador, em joguinhos educativos bem bacanas, mas somente de vez em quando, por esse motivo ela queria ter no celular outros que “as amiguinhas tem”. Tentamos outro joguinho, esse parecia interessante diante dos argumentos dela: mamãe parece vida real, já que eu não tenho animalzinho de estimação em casa, posso ter esse e cuidar dele, etc. Então combinado, Sofia empolgadíssima com seu jogo instalado, dei uma olhada e senti que não havia nada demais nesse joguinho e me certifiquei de que não apitaria a cada minuto, a deixei brincar sem preocupação. Depois de uma semana ela veio e me disse que estava com muitos diamantes (prêmios) e que estava muito feliz e cada vez acumulava mais. Perguntei como conseguia tantos diamantes, ela respondeu que dava remédio para o animalzinho não dormir, assim não dormindo trabalhava e brincava mais, trabalhando e brincando mais conseguia mais diamantes! Como assim? Não era um joguinho legal que imitava vida real? Então indiretamente a criança aprende que é legal não dormir, que não precisa dormir! E o pior, que para isso é só tomar um remédio! Se um joguinho assim que parece inofensivo tem essas “mensagens indiretas”, eu ainda prefiro substituir essas diversões por outras mais adequadas para a idade dela. Sem falar em outros pontos críticos que encontrei em joguinhos considerados pelas crianças como “muito legais” e que indiretamente também remetiam a algumas cenas picantes e até mesmo de violência. Eu até que tentei, mas não deu, realmente precisamos ficar de olho nos detalhes e nas brincadeiras. E que as diversões dessas férias sejam realmente diversões e não amadurecimento acelerado das nossas crianças. Continuo com minhas convicções de que a criança precisa sempre ser observada em suas “brincadeiras” com um olhar mais atento dos pais. Então como dica para auxiliar nesse processo de “criatividade” e mantê-las um pouquinho mais longe dos joguinhos eletrônicos e em como ofertar “brincadeiras” interessantes nas férias (e não só nas férias) compartilho com vocês uma matéria da psicóloga Úrsula Marianne Simons, onde ela nos fala que os brinquedos devem ser explorados como uma forma de lazer e como elemento de aprendizagem e que conforme a personalidade da criança pode haver um tipo de brinquedo, mas que os jogos de estratégia agradam a todos, auxiliando as crianças a pensar, seguir regras e socializa-se, confira:

“- Crianças Sociáveis – ações que permitam a interação com outras crianças. Sugestões: carrinho, boneca, batalha naval, lego, brinquedos de montar.
– Crianças Inibidas- brinquedos que desenvolvam habilidades e permitam o contato com o grupo. Sugestões: patins, bicicleta e skate são fundamentais na fase de crescimento, a fim de que a criança acostume com o corpo. Bola, peteca, corda e objetos de playground também podem ser usados para ajudar no relacionamento com o outro.
– Crianças Agitadas – a energia em excesso tem de ser empregada em atividades que envolvam exercícios físicos, como brincadeiras de correr, pular e enfrentamento de desafios (como escalada, por exemplo). Em contraponto, elas precisam de brinquedos de concentração para controlar a agitação como massas de modelar, pintura, quebra-cabeça, jogos e livros infantis.
– Crianças Bagunceiras – jogos que tenham regras e que as façam aprender normas. Sugestões: jogo de cartas, xadrez, dominó, pingue-pongue e dados.

– Crianças Autoritárias- precisam ser usados brinquedos inteligentes, que despertem a imaginação. Ao mesmo tempo, tem de ajudar a criança, a saber, lidar com regras e conviver com limites. Sugestões: jogos estratégicos como jogo da vida, banco imobiliário, detetive, can-can, cara-a-cara e master júnior. “
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