Sosseguinho em Florianópolis – Palestras 12 e 13 de Junho [Espaço Sosseguinho]


Nos dias 12 e 13 de Junho, a Consultora Renata Konzen estará em Florianópolis conversando com as mães sobre como montar uma rotina que respeite as necessidades dos seus filhos, dependendo da idade e estágio de desenvolvimento. As palestras serão realizadas na Academia da Gestante e do Bebê. Já fiz e super indico! Beijos Patty
12/06 – Como montar uma rotina para seu bebê de até 1 ano
Horário: 16:00
Temática: Quais as necessidades orgânicas e afetivas de seu bebê. Como permitir que seu bebê entre em uma rotina, pelo atendimento sistemático dessas necessidades, minimizando o choro e garantindo mais tranquilidade a todos.
13/06 – Como montar uma rotina para seu filho de 1 a 4 anos
Horário: 14:00
Temática: Quais as necessidades orgânicas, cognitivas e afetivas de seu filho. Como montar uma rotina, que permita o atendimento  dessas necessidades, minimizando a birra, aumentando a independência e autonomia da criança  e garantindo mais harmonia em sua vida familiar.
Para maiores informações e fazer sua inscrição clique aqui!
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Por que a Decisão do STJ sobre os menores de 6 anos é tão importante? [Espaço Sosseguinho]


Muito pais têm me escrito para perguntar sobre a decisão do STJ de não permitir que menores de 6 anos ingressem no ensino fundamental. Muitos estão preocupados com um certo “atraso” no ensino de seus filhos.
Na verdade, o que o STJ fez foi aplicar a Lei já existente. As crianças com menos de 6 anos devem ficar na educação infantil. Alguns estados estão tentando antecipar isso para os 5 anos, o que tem pouca validade pedagógica. Há uma demanda grande também de pais na justiça tentando liminares para matricularem seus filhos antes do tempo regulamentar. Mas por que?
A ansiedade é um dos grandes traços da humanidade hoje. Vivemos no futuro, prevendo, antecipando. Mães me perguntam diariamente, nessa época, se devem “atrasar” ou “segurar” os filhos nas escolas. Eu sempre explico que, na verdade, o que elas estão fazendo é garantir que as crianças entrem na idade correta.
Tudo bem que seu filho queira ler antes, que queira escrever, copiar o irmão mais velho mas, deixar que ele tenha essa vontade tem muitas vantagens.
1. Coordenação motora pronta. Com 6 anos, seu filho está com a coordenação motora pronta para exercer as atividades que vai precisar no primeiro ano. Já terá plena capacidade de segurar o lápis e desenhar as letras, mesmo sem ter tido “treinamento” anterior. Nos primeiros anos de vida, a criança desenvolve a coordenação motora ampla, ou seja, aprende a mexer braços e pernas, cabeça, etc. Nos dedos e nas mãos, essa coordenação ainda é muito grosseira e a criança não consegue fazer movimentos finos. Com o tempo, as brincadeiras ficam mais sofisticadas, conforme o sistema nervoso da criança vai ficando pronto. O nosso cérebro só fica completamente formado por volta dos 5 anos. Aliás, é por isso que não temos memórias de antes desse período.
2. Maturidade emocional. Ter obrigações, tarefas e as responsabilidades que se tem na escola, exige que a criança tenha maturidade emocional. Quando fazemos isso muito cedo, normalmente, os pais são quem fica com as obrigações pois a criança ainda não consegue. Mesmo que seu filho tenha boa coordenação motora, isso não significa que  ele esteja maduro emocionalmente para ir para o ensino fundamental. A maturidade também vem do brincar que faz com que a criança signifique os valores da sociedade e aprenda a conviver com as pessoas à sua volta.  Isso é imprescindível para que ela desenvolva capacidades interpessoais que serão levadas para a vida toda, como a mediação de conflitos. Muitas crianças que são antecipadas na escola, acompanham o conteúdo mas, ficam emocionalmente atrasadas por causa desse corte em uma fase tão importante.
3. Maturidade Cognitiva. Se você está preocupado porque seu filho pode ficar atrasado, reflita sobre o seguinte: o que é a escrita? A escrita é o registro do pensamento. Então, nada mais lógico do que ensinar a criança primeiramente a organizar e a expressar em palavras os seus pensamentos para depois ensiná-la que esses pensamentos podem ser registrados. Com 6 anos a criança já consegue articular os pensamentos e conversar de forma inteligível, bem como compreender as expressões de linguagem.  Essa maturidade também evita que as crianças tornem-se analfabetos funcionais. Ou seja, sabem as letras e palavras mas, não conseguem interpretar os textos à medida que leem.
4. Vontade e Autoestima. Fazer seu filho esperar é maravilhoso! Se seu filho tem 5 anos e está louco para ler e escrever, ótimo! É essa a ideia. Significa que você está estimulando esse gosto nele e que ele tem vontade de crescer e se desenvolver. Por que você atenderia esse pedido imediatamente? Veja que uma das características menos presentes nas novas gerações é a paciência. Isso porque as pessoas não estão acostumadas a esperar por nada. Entretanto, os pacientes costumam alcançar mais objetivos do que os impacientes. Como a paciência pode ser exercitada? Fazendo com que seu filho espere por pequenas coisas e por aquelas que não são tão pequenas assim. Fale para ele: ano que vem (ou quando você tiver 6 anos) você vai aprender. Isso só fará com que, ao entrar na escola, ele esteja sedento de conhecimento. E mais: ele entrará na escola se sentindo o máximo!
Esses 3 motivos são grande parte da diferença entre as crianças cujos pais têm que ficar atrás para realizarem as tarefas e estudar a vida toda e aquelas que o fazem com gosto, porque querem.
Todos ficamos ansiosos para ver nossos filhos estudando, lendo, desvendando o mundo das letras mas, teremos a vida toda para ver isso. Por enquanto, deixemos as crianças brincarem pois é um tempo que não volta nunca mais e que é IMPORTANTÍSSIMO para evitar as dificuldades de aprendizagem, tão comuns nos dias de hoje.

Renata Bermudez
Consultora Sosseguinho

Adaptação escolar [Espaço Sosseguinho]

Esta semana de volta às aulas, pode ser um tanto confusa. Muitas crianças estão indo para a escola pela primeira vez e outras, estranham a volta depois de passar um longo período em casa ou viajando agarradinhas aos pais. A adaptação é consenso entre especialistas mas, a forma de realizá-la costuma ser controversa.
Estudos realizados mostram que a forma como os pais lidam com seus filhos em momentos de chegada a novos ambientes e situações é determinante na adaptação completa ou não.
Seja na escola, alguma atividade extra-curricular ou grupo social, à primeira vista, quase toda criança se sente amedrontada em algum nível. É como ir a um país estranho. Qualquer pessoa fica apreensiva. Faz parte do instinto básico de autopreservação.
Agora, pense no que faria com que você se sentisse mais tranquilo em um ambiente estranho. Qual dessas opções te deixaria mais confortável?
  • Estar lá sozinho
  • Alguém dizendo ou brigando com você para que deixasse de ter medo
  • Alguém que você conhece e confia ficar ao seu lado até que você se sinta confortável e reconheça um pouco o ambiente.
Com a criança é a mesma coisa. A melhor forma de conseguir uma adaptação completa e sadia é ter uma pessoa de confiança para servir de apoio.
Vamos tratar de forma prática. Separei as fases da adaptação e as formas práticas de lidar com elas abaixo:
Primeira fase: Reconhecimento
Em um primeiro momento, tudo no lugar novo é estranho. O mais importante é fazer com que a criança conheça o ambiente, as pessoas. Chegue com ela no local de forma relaxada. Não há obrigações. Converse com as pessoas no local, mostre-se de forma descontraída. Isso mostra para a criança que você se sente segura, o que já é uma ótima referência para os pequenos. Não é a toa que se sentem bem conosco. Somos a referência em tudo para eles.
Segunda fase: Interação
Depois que a criança começa a se sentir mais tranquila no ambiente, você pode ser o seu incentivador. Ou seja, coloca-se em um local de fácil acesso e começa a pedir que a criança pegue um brinquedo, vá ver alguma coisa no local. Isso, promoverá a interação dela com o ambiente ou com algumas pessoas presentes. Aos poucos ela vai conhecendo essas pessoas e coisas.
Terceira fase: Distanciamento
É a fase mais difícil, normalmente. Quando seu filho já conhece as pessoas e o local e interage com eles, você deve ir se afastando. Nunca saia escondido. É importante explicar em poucas palavras que você vai se afastar mas, que volta em breve. Para diminuir o nível de ansiedade, comece fazendo saídas curtas do tipo “mamãe vai no banheiro e já volta” e volte. A criança começa a pegar confiança de que você vai voltar sempre. Aumente gradativamente as saídas até que consiga passar algumas horas fora da vista.
Quarta fase: Finalização
Agora que seu filho já conhece o ambiente, as pessoas e a situação, você pode deixá-lo sem medo. Ele estreitará os laços afetivos com as pessoas novas e logo dará um tchauzinho bem gostoso para você
Observações importantes:
Não há prazo definido para nada disso acontecer. Cada criança tem seu tempo. Quanto mais o seu tempo for respeitado, mais fácil serão as novas adaptações.
Não delegue isso a ninguém. Experimentos mostram que a presença da mãe (ou do pai) criam uma espécie de “poupança” de confiança. Ou seja, a criança vai até você, abraça, fica junto e toma coragem para explorar novamente.

Renata Bermudez
Consultora Sosseguinho

Sintomas de chantagem emocional [Espaço Sosseguinho]


Quando falamos de disciplina os pais recorrem às mais diferentes alternativas para que os filhos obedeçam às regras da casa ou para evitar as birras.
Nas redes sociais, as discussões são inúmeras e as soluções propostas pelos pais também são as mais variadas.
Na busca de uma solução não violenta, muitas vezes a sugestão costuma ser dizer à criança que a mãe vai ficar triste ou feliz com um determinado comportamento.
Embora já seja um passo na direção correta, essa atitude dos pais ainda me incomoda bastante porque não serve ao principal propósito da criação dos filhos, que deve ser prepará-los para a vida. Eu sei que essa parece a saída mais rápida, mas o objetivo das crianças não deve ser agradar você, e sim descobrir qual suas próprias preferências.
Quando você diz que vai ficar triste com determinado comportamento, seu filho pode achar que, se ele não se comportar da forma que você quer, você não vai gostar tanto dele.

Algumas frases que podem denotar chantagem emocional:
  • Ah, que menino(a) feio(a)
  • Assim, mamãe não gosta
  • Mamãe não gosta de criança malcriada
  • Assim vou ficar triste
  • Se você fizer isso, eu vou embora
  • Não vou ficar com você assim

Outra forma de chantagem, menos óbvia, é aquela que faz com que a criança se sinta menor pelo que sente
  1. ninguém gosta de quem sente raiva
  2. sentir inveja é feio

Em todas essas frases, há a noção do condicionamento do sentimento de amor dos pais. Mas como fazer as coisas de outra forma?

Como qualquer hábito, essa mudança vai exigir uma boa dose de esforço dos pais mas, não é só possível, como extremamente benéfica.
Quando seu filho se comportar de forma inadequada, faça com que ele reflita sobre o que está fazendo. Ou seja, se ele bater em alguém, pergunte como se sentiria se alguém batesse nele e se ele gostaria de fazer com que os outros se sentissem daquela mesma forma.
Quando ele fizer malcriação, entenda o motivo dessa malcriação. Pode parecer absurdo, mas na maioria dos casos somos nós que provocamos as explosões das crianças. Ou você nunca percebeu que as crianças costumam ser mais irritadiças com umas pessoas que com outras? O ser humano age com cada pessoa de uma forma, dependendo da dinâmica entre os dois.
Quando você faz chantagem emocional, está, na verdade, sendo autoritário, ou seja, vai fazer assim porque eu quero e para me agradar. Mas será que o motivo precisa ser esse mesmo? Em geral, tudo que pedimos a nossos filhos tem um motivo mais profundo:
-Não suba no armário (porque ele pode cair em cima de você)
-Não corra com o copo na mão (porque ele pode quebrar e machucar você)
-Não coma bolacha agora (porque vai tirar sua fome para o almoço ou porque faz mal)
-Não jogue o brinquedo pela janela (porque ele vai quebrar)
-Não bata nas pessoas (porque vai doer nelas)
E assim por diante.

Então, porque puxamos essa responsabilidade para nós mesmos? Isso faz com que, aos olhos das crianças, sejamos monstros autoritários e que não amarão aos pequenos que não se comportem exatamente como queremos, quando, na verdade, poderíamos ser vistos como doces orientadores que ensinam as regras sociais e cuidam para que os menores não se machuquem, mesmo que às vezes tenham que usar uma certa firmeza.
Esses tempos estava dando uma consultoria na casa de um menino muito arredio. Tinha na época 5 anos e estava com a babá. Era daqueles que, frequentemente, “caçava briga”. Em um momento do dia, estávamos no parquinho e ele pegou uma bolacha, me olhou desafiadoramente e disse: eu vou passar minha bolacha no chão.
Eu perguntei calmamente: por quê?
-Porque eu quero.
-Se você passar a bolacha no chão, eu vou ter que jogar ela fora.
-Por quê?
-Porque o chão é sujo e você vai sujar a bolacha. Como gosto muito de você e não quero que fique doente, não posso deixar você comer a bolacha suja.
E o garotinho descontraiu a expressão que tinha no rosto, relaxando nitidamente, e comeu a bolacha sem passá-la no chão.
Eu poderia simplesmente ter dito a ele que ia jogar fora porque estava suja e não podia comer, mas, quando me coloquei no lugar de cuidadora, de doadora de amor, ele respondeu imediatamente se desarmando.

Pense nisso. Exponha de forma curta e clara os motivos das suas decisões, os verdadeiros motivos, e não condicione o seu amor. Ele deve sempre estar disponível a seu filho.

Renata Bermudez
Consultora Sosseguinho

Comportamento HIPERATIVO [Espaço Sosseguinho]

O TDAH é muito discutido hoje. Segundo a Associação Brasileira de TDAH, o transtorno acomente entre 3 e 5% das crianças e pode ser diagnosticado desde bebês. Entretanto, o que se observa hoje em dia é uma verdadeira epidemia de hiperatividade e défict de atenção. Pessoas que não passam nem perto de estar qualificadas para diagnosticar o transtorno, determinam que a criança sofre com a condição.
Hoje queria falar de alguns motivos pelo qual seu filho pode estar se comportando de forma hiperativa e que devem ser eliminados antes de se partir para um tratamento medicamentoso. Os mais comuns nas minhas observações em consultoria são:

1. Falta de descanso adequado
Muitos clientes meus, desde bebês até 10 anos de idade, demonstram comportamento hiperativo porque estão com sono ou cansados. Um bebê de um ano, por exemplo, em média, dorme cerca de 13:30 no total ao longo de 24 horas. Se seu filho dorme 3 ou 4 horas a menos que isso, como é muito comum em minhas observações, muito da hiperatividade e agressividade dele podem estar aí. Os pais tendem a achar que o que ocorre é o oposto: a criança não dorme porque é hiperativa mas, se você construir limites que favoreçam o sono do seu filho por mais horas, vai ver que é o cansaço que fomenta o comportamento.

2. Falta de gasto energético
Frequentemente sou indicada por escolas para ajudar pais de crianças que não “rendem” bem na em sala de aula já com 3 ou 4 anos de idade. Elas não sentam, não fazem atividades e não obedecem as professoras. Um dos possíveis motivos para esse comportamento é a falta de gasto energético da crianças, seja me casa, ou na escola. Nesse caso auxilio na organização da rotina da criança para que antes das atividades, gaste o excesso de energia que atrapalha e, isso, por si só, costuma evitar o uso de medicação.

3. Atividades impróprias para o estágio de desenvolvimento da criança
Fazer uma criança de 3 anos passar 2 horas pintando ou desenhando é ter expectativas muito altas. O tempo que crianças dessa idade conseguem ficar concentradas, é muito curto e as atividades precisam ser alternadas.

4. Falta de treino
Com o uso exacerbado de eletrônicos hoje em dia, quase todos nós temos problemas de concentração. Concentração exige treino e os eletrônicos nos deixam mal acostumados. Informação muito rápida, estímulos e imagens feitas especificamente para prender nossa atenção e a dos pequenos. Assim sendo, atrase o máximo que conseguir a utilização dos meios digitais com seu filho e, quando introduzí-los, a recomendação é de que não fiquem mais de 2 horas por dia utilizando esses equipamentos (sejam televisão, tablet, celular, computador ou vídeo game).

5. Rotulação
É triste ver crianças de 7 ou 8 anos que já dizem que são bagunceiros. Quando se diz a crianças, vezes suficientes, que são bagunceiras, “pestinhas” ou agitadas demais, elas começam a acreditar que esse é seu papel e continuam acentuando esses traços de comportamento. Não permita rótulos. Desde bebês escuto familiares dizendo que “Fulaninho” (de 6 meses de idade) é brabo e “tem personalidade forte”. Claro que tem! Um bebê demonstra quando está insatisfeito, como todos nós. Uma criança difícil é uma criança que não está tendo suas necessidades supridas.

E não é por falta de vontade dos pais, normalmente, mas por falta de informação que a maioria dos pais aceita diagnósticos fechados e medicamentos receitados em consultas de meia hora. O TDAH é um diagnóstico diferencial, ou seja, primeiramente, deve-se eliminar todos estes outros possíveis motivos e, apenas depois de vasta investigação, considerar essa hipótese e o tratamento com medicamento.
Não pule essas etapas. Mesmo depois do diagnóstico, há crianças que são tratadas através da psicoterapia ou psicopedagogia que ajudam a criança a lidar com o problema e a desenvolver novos padrões de comportamento.

Renata Bermudez
Consultora Sosseguinho

Viajando sem os filhos [Espaço Sosseguinho]

Se tem uma coisa que angustia qualquer pai e qualquer mãe é se ausentar de perto dos filhos por um período maior do que o que todos estão acostumados.
E se, essa ausência é uma viagem? Ah… a angústia costuma ser maior ainda. Será que a criança vai sentir minha falta? Vai ficar bem com os outros? Não vai esquecer de mim?
Bom, se a viagem é por vontade dos pais, é mais fácil. Eu recomendo, geralmente, testes. Ou seja, você arruma tudo como se fosse viajar mas fica por perto. Um hotel dentro da cidade,por exemplo. Se tudo correr bem, ótimo. Se não, rapidinho você chega. A criança ficando bem você pode, aos pucos, planejar escapadinhas mais longas.
Mas, e quando a viagem é por trabalho ou motivo de força maior? Muitas vezes os pais não tem como tratar das coisas com tanta antecedência e não tem opção. Então vamos a algumas dicas:
  1. Fique tranquilo: a grande maioria das crianças nos surpreende positivamente nesses eventos e fica muito bem, desde que conheça as pessoas que vão ficar com elas.
  2. Mexa o mínimo necessário. O ideal é que, pelo menos, um dos pais fique com a criança, que ela fique em uma casa conhecida e tenha suas atividades mantidas.
  3. Mantenha-se positivo. A criança segue muito a deixa dos pais. Quando uma mãe me conta que a criança sofre muito quando o pai viaja, costumo perguntar como ela (mãe) se sente. Em geral, elas estão muito abaladas. A pessoa que fica com a criança deve, muitas vezes, passar por cima de suas próprias angústias para poder ser o esteio dos filhos.
  4. Mantenha o contato. Hoje em dia, é muito fácil fazer uma ligação de vídeo por meio de computadores e celulares. Procure fazê-lo todos os dias da viagem. Ou, pelo menos fale ao telefone com seus filhos. Pode parecer que vai ser mais difícil mas, se todos mantiverem postura alegre, eles vão gostar (deixe para chorar de saudades depois de desligar!)
Boa viagem! E, sim, vai ficando mais fácil depois que vemos como eles ficam bem. Palavra de mãe viajante!
Renata Bermudez
Consultora Sosseguinho

Organizando os brinquedos [Espaço Sosseguinho]

No outro dia, postei uma foto no Instagram da Sosseguinho uma foto da nova organização dos brinquedos aqui em casa. Recebi muitos e-mails perguntando detalhes. Então, acabei escrevendo a metodologia. Vamos lá?

Quando visito casas de clientes, um problema recorrente é a organização. Crianças fazem bagunça, ponto! Mas, não é por isso que as coisas precisam ser tão cansativas. O grande segredo na hora de arrumar os brinquedos dos pequenos está em entender o desenvolvimento deles e o nível de competência de cada um.
Antes de mais nada, é preciso diminuir as expectativas, se você acha que vai ter uma casa daquelas de novela, com cada brinquedinho na sua prateleira. Isso só vai ser possível se você realmente ficar em casa ou tiver funcionários muito organizados e pró-ativos em casa. Mas, além de manter as coisas organizadas e evitar perda de peças de jogos, é possível ensinar aos pequenos como manter suas próprias coisas guardadas.
Aqui em casa, fiz assim:

1.Dimensionei o problema
Tínhamos brinquedos no quarto delas, na sala (para evitar as escadas o tempo todo) e no depósito (os brinquedos de brincar fora de casa). Comecei pelo quarto e pela sala. Tirei tudo de lá um dia à noite depois que elas dormiram. Separando pecinhas (que as funcionárias simplesmente jogavam dentro de uma caixa enorme) resolvi criar as seguintes categorias:
  • Pelúcias
  • Quebra-cabeças (temos muitos)
  • Brinquedos de plástico (bonecas, mini lap-top, castelinhos, etc)
  • Fazendinha (elas adoram e, portanto, temos muitos bichinhos)
  • Artes e desenho

2.Comprei os organizadores

Como as caixas dos jogos são de papelão e as crianças pequenas, o resultado, geralmente é que as caixas duram pouco e as peças começam a cair por todo lado. Então comprei organizadores grandes para as pelúcias, fazendinha e brinquedos plásticos. Para os quebra-cabeças, comprei potinhos de plástico


3. Etiquetei tudo

20140204_101645Se já é difícil para a gente que comprou e conhece todos os jogos e brinquedos, para as pessoas que nos ajudam, fica mais complicado ainda. Etiquetar as caixas, vai ajudá-las a entender o que deve ir aonde.


4. Comecei tudo de novo
No final de semana seguinte, fiz o mesmo processo com os brinquedos do depósito.

5.Ensinei as crianças
Mostrei para as pequenas que tinha arrumado tudo e como as coisas tinha ficado bonitas. Quantos brinquedos tinham “reaparecido”. Elas ficaram todas animadas. Agora o negócio é assim: escolhemos uma caixa para brincar. Se der vontade de brincar com outra coisa, guardamos aquela e pegamos a outra. Os organizadores funcionam bem porque não exigem muita coordenação motora nem paciência das crianças, que são dois artigos de luxo, né?
Assim, eles se sentem parte da organização da casa, não crescem achando que é obrigação dos outros cuidar das coisas deles mas, não sofrem com a arrumação. Aliás, o ideal é que vocês se divirtam guardando para que essas tarefas sejam prazerosas para eles. Assim, crescerão gostando de arrumar as coisas.

6.Mantendo as coisas arrumadas
Quando se fala em crianças pequenas, esperar que eles acertem sempre as caixas certas, é praticamente utopia. Portanto, o ideal é que a cada 15 dias você dê uma revisada para reorganizar o que for necessário. É provável que isso não tome mais do que 30 minutos.
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Renata Bermudez
Consultora Sosseguinho

Colo vicia? [Espeço Sosseguinho]

Colo Vicia?

Quem nunca ouviu “Não dê muito colo ao seu bebê, ele vai viciar”?
Uma das primeiras coisas que uma mãe recente ouve é: não fique muito tempo com o bebê no colo ou ele vai acostumar e vai exigir colo o tempo todo.
Se pararmos para pensar nessa afirmativa com calma, não vai ser difícil observar que ela não faz nenhum sentido.
O primeiro ponto é que, ao nascer, um bebê já passou 9 meses dentro da mãe, ou seja, no colo dela. Se colo vicia, isso já foi mais do que suficiente para deixá-lo viciado.
O segundo ponto é pensar no sentimento da criança. Ao nascer, um bebê não tem percepção do mundo a sua volta, não entende como funciona nossa sociedade e nem o que é esperado dele. A única coisa que ele entende são suas sensações. Ele sabe se está se sentindo bem ou mal, seguro ou inseguro, confortável ou desconfortável. Imagine-se nessa situação. Qual é o único lugar que você conhece desde que foi gerado? O colo da mãe. É lá que ele se sente tranquilo, seguro, confortável. E por que razão você negaria isso ao seu filho?
Estudos demonstram que as crianças que procuram a mãe quando se sentem inseguros e são acolhidos em seus colos, aos poucos encontram nessa “rede de segurança” motivos para voltar a explorar o novo desafio com menores níveis de estresse.
Mas se dar colo não faz a criança ficar chorona e manhosa, o que faz?
Nós! Os pais costumam ensinar a seus filhos que eles devem chorar pedindo colo. Isso acontece todas as vezes que os pais, sem perceber, dão colo quando a criança choraminga. Mas o verdadeiro problema é não dar colo sem que a criança peça. Quando temos as duas atitudes juntas, passamos para a criança, a mensagem de que é necessário chorar para conseguir colo. O segredo para quem tem um bebê pequeno é dar muito colo e sem ser solicitado. Se a criança acredita que você vai suprir suas necessidades sem precisar chorar, ela demora bem mais a chorar.
Agora, se você já tem um criança que choraminga o tempo todo para conseguir o que quer, é hora de mostrar a ela novas formas de se comunicar. O primeiro passo é oferecer o que ela precisa antes que ela chore. Seu filho está sentado ao seu lado, pegue-o no colo e faça carinho. Dê o lanche antes que ele peça, ofereça-se para brincar quando ele estiver quietinho. Depois disso, quando ele choramingar, você se abaixará, dará toda sua atenção e perguntará: “porque você está chorando? É só dizer o que precisa”. Repita isso de vez em quando, e continue dando atenção até que a criança pare de choramingar e fale o que quer. Então você atenderá ao seu pedido. Pronto! Depois de alguns dias, se você prosseguir dando atenção antes do seu filho ter que solicitar, os choramingos serão muito pouco frequentes. Esse comportamento dos pais também estimula a comunicação e a fala dos filhos. Ou seja, todo mundo ganha!

Renata Bermudez
Consultora Sosseguinho

Crianças e calor [Espaço Sosseguinho]

Crianças e o calor

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O verão chegou e é hora de curtir as férias com a criançada. Mas, com o calor, são necessárias algumas medidas especiais para garantir a segurança e saúde dos pequenos.
Você sabia que as crianças têm muito mais risco de desidratação que os adultos? Então,  é preciso tomar cuidados redobrados para evitar esse tipo de ocorrência.
  • Antes de mais nada, ofereça água a seu filho. Se possível, deixe um copinho sempre disponível e lembre-o de beber de tempos em tempos.
  • Se seu filhote não é muito fã de água, ofereça sucos, mas sem açúcar! O açúcar fará com que a criança perca ainda mais água pela urina. Experimente os de melancia e melão, por exemplo, que não precisam ser adoçados e tem alto poder de hidratação.
  • Não exponha seu filho ao sol. Procure sair cedinho ou ao final da tarde, quando a incidência é menor e a temperatura e umidade do ar mais agradáveis.
  • Tome cuidado com os alimentos. Além de dar preferência a alimentação mais leve e com mais legumes, é importante observar que, no calor, eles estragam com mais facilidade. Guarde tudo na geladeira, SEMPRE!
  • Não agasalhe seus filhos. Mesmo os bebês, sofrem com o calor e estão muito mais sujeitos à desidratação. Não use tecidos sintéticos. Dê preferência ao algodão e se estiver na dúvida, verifique pés e mãos do bebê. Se não estiverem gelados, ele não está com frio!
  • Para saber se seu filhote está bem hidratado, observe a quantidade de xixi. Se está menor, ofereça mais líquidos!
Bons passeios!
Renata Bermudez
Consultora Sosseguinho

Ensinando a ter Paciência [Espaço Sosseguinho]

Ensinando a ter Paciência

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Estudos demonstram que crianças que desde pequenas são ensinadas a aguardar certo tempo para atingir seus objetivos crescem com maior capacidade de êxito em suas relações familiares, sociais e de trabalho.
Mas, como ensinar esta competência tão importante para nossos filhos? Já falamos aqui da antecipação por uma data importante (http://goo.gl/nl3nQ), mas há outras formas de ajudar seus filhotes a serem pacientes. Ironicamente, você precisará trabalhar sua própria paciência para conseguir isso.
Pais impacientes costumam criar filhos impacientes. Se eu não espero por nada, como meu filho vai esperar?
Comece com coisas simples:
  1. Quando seu filho o chamar, diga a ele calmamente que escutou mas que ele tem que esperar um pouco. No começo, ele virá atrás de você mas, quando finalmente esperar alguns segundos, não espere que venha te chamar novamente, vá até ele e o atenda.
  2. Plante uma planta. Isso vai ensinar ao seu filho que as coisas seguem seu próprio ritmo e que é necessário trabalhar para consegui-las. Todos os dias reguem a plantinha e observem seu crescimento.
  3. Ensine que cada um tem a sua vez. Na hora de entrar em casa, de conversar, de jogar um jogo ou de entrar em um elevador, não pense que seu filho é pequeno demais. Faça com que ceda a vez e perceba que devemos esperar a nossa hora de exercer as atividades. Se você for a um estabelecimento que distribui senhas, é uma ótima oportunidade para explicar isso a seu filho.
  4. Ensine a contar até 10. Se seu filho já sabe contar até 10, quando ficar com raiva, por exemplo, faça sinal de calma para ele e ensine que deve contar até 10 devagar para se acalmar. Quando eles ainda não sabem contar, você pode dizer à criança para sentar em algum lugar e se acalmar. Explique pacientemente que você aguardará que isso aconteça.
Mas, preste atenção! Você pode confundir seus filhos se não observar certas coisas. 
Tomando essas atitudes, você pode ouvir um dia:
  • “Espere um pouquinho que eu já vou”;
  • “Mãe, agora estou nervoso e não posso falar”;
  • ou até “mãe, você precisa se acalmar”
Nossa reação natural nesses momentos é de contrariedade, como se a criança nos estivesse afrontando. Respire fundo, conte até 10  e lembre-se que ela só está imitando você e é assim que as crianças aprendem. Portanto, espere e se acalme para depois falar com ela.

Renata Bermudez Konzen
Consultora Sosseguinho

Aproveitando venho contar para as futuras mamães e mamães de bebês que vai ter uma roda de conversa com a Renata dia 16 de dezembro! Não percam! Mais detalhes aqui!