Comida industrializada X Comida de Verdade Parte 1 – Papinhas [Colunista – Nutricionista]

por Juliano Rodrigues

Papinhas são feitas de mil coisas que eram separadinhas e ficaram juntinhas, molinhas, liquidinhas e confusinhas. As industrializadas são confusinhas e sem prana, ops, sem vitalidade. Sem vida. Foi uma máquina que as fez ou uma pessoa-máquina (sem ofensas…) que desenvolve um trabalho em série, ansioso por quantidade, altíssimas temperaturas nesse fogareiro e quase zero vitaminas.
São confusinhas porque ninguém sabe o gosto que aquilo tem. Nem eu. Nem você. Nem o bebê. Tem gosto de… papinha.
Eu não me lembro mais como era nossa vida nos tempos das cavernas. Nem me lembro como era a vida no tempo de minha bisavó, mas já ouvi falar um tanto que se comiam coisas que nasciam da terra. Ou de árvores. Também animais abatidos. Personagens da natureza.
Incrível né? Mas é, eu juro.
Também já ouvi falar que cactos nascem em desertos. Serio! Sim, porque a natureza tem um mecanismo muito sábio, generoso mesmo, de auto compensação: se um clima é seco, nascem ali plantas suculentas. Interessante, né? Parece que todo organismo macro ou micro vive em constante atividade de auto regulação, para que haja vida. Fluxo. Estabilidade.
Então, pensando aqui e lembrando de minha bisavó, acabo de compreender que ela vivia em plena harmonia universal, porque estava completamente inserida em seu contexto ecossistêmico.
Ela comia do que plantava e só nascia o que ali dava e isso quer dizer, que acontecia uma relação de obediência natural climática entre o solo, o ar, o sol e a umidade geral. E ela no meio disso tudo, comia alimentos que eram cura para a vida que levava e o sol que recebia na moleira. Ou não sol.
Complicado isso? Um pouco, né?
Ah… mas tá bem mais fácil agora! Que plantar o quê! Bobagem!! Eu quero comer mel de Agave, que é um adoçante que vem da Espanha, do México, porque ele me dá status natureba. Quero também comer pipoca de microondas, porque não quero mais lavar louça e amo me sentir comandando minha cozinha como se estivesse dentro de uma nave espacial solta no espaço.
Então nos deparamos atualmente com uma situaçãocomum no consultório pediátrico: meu filho não quer a comida caseira mas adora a papinha industria. Porque será?
Se você já provou a papinha de frutas, sabe que ela queima de tão doce. Olhando a fórmula, não se encontra açúcar… quanta inocência. A indústria usa suco de maçã e amido, dois nutrientes com altíssimo índice glicêmico (que mede a velocidade que o alimento se transforma em glicose no sangue, quanto maior mais nocivo), para adoçar as papinhas e torná-las irresistíveis para as crianças. O ácido cítrico neutraliza o “enjôo” do excesso de doce e as torna ainda mais “melhores”.
Nas salgadas, uma base de batata, amido, abóbora e sal garantem a dose certa de sabor doce/salgado para que a papinha seja uma delícia para o bebê. Como a comida caseira não tem esses artifícios nocivos, ela se torna menos atrativa.
Nossa orientação há muitos anos é essa: papinha industrial, só na emergência – viagens, etc. E de preferência salgada. Em vez de levar a papinha doce, porque não levar uma banana em sua embalagem natural e maravilhosa, a casca?
Qual é a alimentação perfeita?

Quanto mais os pais aderirem à alimentação natural e caseira, melhor para a saúde de todos. “Quanto mais longe nós ficarmos de alimentos industrializados e mais próximos de alimentos caseiros e orgânicos, mais saudáveis nós vamos estar”. Reunir a família à mesa para fazer as refeições e dar o exemplo também são importantes para incentivar os pequenos a deixar de lado os refrigerantes e todas as besteiras que eles adoram.

Alimentação nas férias [Colunista – Nutricionista]


As férias chegam e o que as crianças mais querem é fugir da rotina, aproveitar a praia, piscina e a brincadeira com os amigos. Mas a alimentação deve ter papel central nessa nova rotina, assim como no resto do ano.

É importante que, mesmo em casa, a criança tenha, na maior parte do período das férias, a mesma rotina de alimentação realizada no período de aulas. As férias devem ser sinônimo de brincadeiras em família e passeios diferentes e não férias de guloseimas.

Três grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar) e três lanches entre elas continuam sendo o ideal. Mas sem substituir um lanche por uma guloseima em frente à televisão. Apesar dos pedidos, refrigerantes, salgadinhos e fast-food devem ser evitados, pois possuem muitas substâncias artificiais e contém valor nutricional quase nulo. Os salgadinhos, que contém teores inapropriados de sódio devem ter seu consumo restringido e ao consumi-los, deve-se dar preferência às opções menos prejudiciais. Hoje, é possível encontrar opções integrais, como salgadinhos assados, preparados à base de milho, ricos em fibras, gorduras poli-insaturadas e livres de corantes artificiais.

Estes são mais saudáveis porque têm menor quantidade de carboidrato. Um sanduíche, acompanhado por batata frita e refrigerante, tem em torno de 1500 Kcal, o que corresponde à boa parte do que deveria ser ingerido em um dia. Fundamental é deixar seu filho participar do preparo dos alimentos.

Portanto, se você já faz uma alimentação balanceada e nutritiva para seu filho, permaneça sem alterações durante as férias. Lembrando que uma alimentação saudável permite esporadicamente o consumo de alimentos nem tanto saudáveis, mas que fazem parte da nossa cultura. Bom senso sempre e você estará fazendo sua parte na educação nutricional e na promoção da saúde do seu filho!

Juliano Rodrigues
Nutricionista CRN 2703
ALIMENTARE Consultoria
48| 8446.3626
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www.alimentareconsultoria.com.br

Cuidados com a Alimentação Infantil para evitar a Intoxicação [Colunista – Nutricionista]


por Juliano Rodrigues

Diante de tanta curiosidade e vontade de colocar na boca tudo que
veem pela frente, as crianças são uma das mais afetadas pela
intoxicação alimentar. Por não ter consciência da gravidade de uma
mão suja na boca, e de pegar uma balinha que caiu no chão, são
contaminadas facilmente.

Os lanches preparados em creches e escolas também podem ser uma
grande ameaça para as crianças, pois por terem um organismo mais
frágil, e poucos anticorpos, qualquer alteração pode afetar a saúde.
Por isso é importante que as crianças levem o lanche de casa, e que
os pais ensinem o certo e o errado na hora da refeição.

Há também os riscos de intoxicação através do grande consumo de
alimentos industrializados. Segundo uma pesquisa feita pela
disciplina de Nutrologia do Departamento de Pediatria da Universidade
Federal de São Paulo, mais de 60% dos pais consultados dão alimentos
industrializados à crianças menores de 3 meses.

Mas mesmo com tantos tipos de causa, a intoxicação pode ser pega com
a comida preparada em casa também. Portanto, veja alguns cuidados
para proteger as crianças de da intoxicação:

Após sair da amamentação a primeira alimentação sólida deve ser a fruta,
porém da seguinte forma: cozida e amassada;

Depois de umas 2 a 3 semanas, mais ou menos, de dar a fruta, já é possível
introduzir a papinha salgada. Mas para evitar a intoxicação, a melhor
forma é fazer a papinha com alimentos frescos, e não comprar as
industrializadas;

Não esqueça: antes de preparar é necessário cozir todos os alimentos!

Caso a criança tome mamadeira, sempre prepare-a na hora em que for ser
consumida. Se isso não for possível, se atente para a forma com que será
armazenada;

Ensine as crianças a sempre lavarem as mãos de forma correta antes das
refeições;

Faça uma dieta saudável para as crianças, modere o consumo de açúcar e
gordura;

Evite bolinhos, biscoitos e salgadinhos industrializados, eles podem ser
uma grande fonte de gordura hidrogenada, uma verdadeiro veneno;

Prefira os sucos naturais do que os de caixinha;

Prepare você mesmo os lanches da criança;

Compre lancheiras térmicas para garantir o manutenção do alimento sem dano
algum;

Observe sempre a sensibilidade da criança após as refeições, e elimine os
alimentos que pareçam provocar problemas estomacais;

Diminua o máximo de alimentos que tenham corantes e conservantes, pois
algumas substâncias podem causar crises alérgicas;

As frutas podem ser consumidas com casca, pois são uma ótima fonte de
fibra, mas devem ser muito bem lavadas em água corrente, e com a ajuda de
alguma escovinha, para que as substâncias tóxicas sejam completamente
eliminadas;

Evite os macarrões instantâneos, pois o condimento que dá o sabor tem
muito tempero artificial e uma grande quantidade de sódio, podendo
aumentar a pressão e a retenção de água;

Higienize bem as mamadeiras, chupetas, brinquedos e acessórios que o bebê
leva à boca.

As papinhas preparadas em casa são sempre a melhor opção!

*Uma dica para abreviar a duração da diarréia é dar às crianças leite
fermentado.

Att.
Juliano Rodrigues
Nutricionista CRN 2703
ALIMENTARE Consultoria
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O que faz você feliz?[Colunista – Nutricionista]



por Juliano Rodrigues

Li uma reportagem interessantíssima que quis dividir com vocês e divagar
um pouco.

A pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria foi feita uma pesquisa sobre
felicidade das crianças. Foi a primeira investigação sobre o assunto. Como
assim? Eu pensava que fazer uma pesquisa assim fosse uma questão meio
óbvia – afinal, basta ser mãe (ou pai) para nosso primeiro desejo se
transformar em : “quero que meus filhos sejam felizes”.

Bom, nada melhor que conhecer um pouco a cabeça dessa criançada. E o
resultado, não me surpreendeu muito. O que deixa as crianças felizes é
ficar perto dos pais, irmãos e avós. Além disso, fazer refeições em
família é motivo de alegria para 87% das crianças. O dia do aniversário
também é bastante citado.

Por outro lado, o que deixa 71% das crianças tristes é ficar sem os pais,
ou, em menor grau, brincar sozinho. E olha que coisa: a bronca não aparece
como motivo de tristeza para a criança! Mesmo se fica momentaneamente
triste quando é repreendida, a criança se sente inconscientemente
protegida.

E o porquê de toda essa conversa de felicidade numa coluna de nutrição
infantil? Vamos lá: não foi citado na parte de felicidade, comer besteira,
comer porcaria, ganhar doce da minha avó…
Não foi citado na parte de triteza: “quando minha mãe me impede de comer
salgadinho na hora do jantar”. Pelo contrário. A criança quer a companhia
das pessoas. Quer a presença. Quer a atenção. Quer comer em família. E se
sente protegida e amada quando a mãe, o pai ou os avós o repreendem,
sabendo o que é bom pra ela. Quando dizem que agora não é a hora de fazer
isso ou aquilo.

Por isso mães, pais, libertem-sem das amarras que os fazem ser um pouco
negligentes com a alimentação do pimpolho pensando “tadinho…. ele quer
tanto essa bobagenzinha…”. Educar é dar o que nossos filhos precisam, e
não apenas o que eles querem.

Claro que não indico nada radical, só muita responsabilidade para cuidar
do que nossos filhos vão comer. Claro que tem a hora do doce e etc. Mas
não podemos esquecer dos legumes, verduras…

E aqui vai o meu parabéns especial para as mães dos bebês que resistem a
tudo e a todos para manter a alimentação de seu bebê saudável. Por que não
é fácil… a história do “tadinho dele, quer experimentar…” vem
bombardeado de todos os lados. E elas ficam ali, firmes e fortes, sabendo
que estão fazendo o melhor pelos seus filhos, que seus filhos estão
felizes. E que a felicidade e a saúde de seus filhos é que importa. As
mães que querem e amamentam por mais de uma ano também fazem parte desse
grupo, parabéns a vocês!

Juliano Rodrigues
Nutricionista CRN 2703
ALIMENTARE Consultoria
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Dúvida: leite ou fórmula?? [Dúvida do leitor]

   


Nós mamães e papais, sempre buscamos o que há de melhor para nossos filhos. Hoje sabemos da importância da amamentação e que deve ser mantida até os 2 anos. Mas muitas vezes não conseguimos amamentar, outras mamães simplesmente optam por não amamentar, o que não nos cabe julgar. Nessas horas não sabemos o que dar para nossos pequenos.
Hoje o que venho esclarecer é a dúvida de mães de maiorzinhos: os que chegaram no 1º aninho! Minha filha mamou até 18 meses, mas começou a tomar a mamadeira com 1 semana de vida, pois não tinha leite suficiente. Então quando fez 1 ano, a pediatra falou que poderíamos usar o Ninho 1+. Não questionei.
Há pouco tempo vi em alguns sites mamães com dúvidas. Comecei a me questionar e algumas leitoras aqui do blog também me questionaram. Pedi para nosso colaborador o nutricionista Juliano Rodrigues que me ajudasse e desse sua opinião. Vale ressaltar que nessa área não existe uma regra e sim o que achamos melhor dentro das nossas convicções. Segue o que ele me passou:
“Oi Patrícia. O ninho +1 realmente é fórmula (leite integral enriquecido com ferro e probióticos, para favorecer a flora intestinal), porém, fórmula para substituição do leite. Diz-se fórmula, pois ele é enriquecido. Particularmente, acho que é questão de opção. Eu acho melhor o leite integral, devido ser o alimento íntegro, o leite propriamente dito, enquanto a fórmula é um composto, aditivos para suprir as necessidades, porém, não é apenas leite, mas favorece por ser parecido ao leite materno. Sou a favor do quanto mais natural, melhor. Não acredito na necessidade de introdução de alimentos compostos, enquanto temos a alternativa de usar o alimento íntegro. A qualidade das fórmulas melhorou muito na última década, porém a ciência ainda não conseguiu reproduzir os atributos singulares que fazem do leite materno o alimento mais indicado para o bebê. Mais uma vez: o aleitamento materno deve seguir, até os dois anos se possível, conforme decisão do bebê e da mãe. Quem toma mamadeira pode considerar substituir o utensílio por copo, devagarinho, uma mamadeira por vez.
Após isso, eu optei a continuar a usar o Ninho 1+, pois minha filha não come muita carne e tem intestino preso, se essa fórmula ajuda, ótimo.  Ele diz que é mais parecido com o materno. Como citado, é uma questão de opinião.
Acredito que cada um de nós busca informações e com isso escolhe a melhor opção para nossos filhos. Dentro dessa escolha está a opção de alimentação que cada família possui. Beijos Patty.

Isso não é um publipost, ou seja não existe nada de publicitário nem ganhamos nada para falar da citada marca.

Volta às aulas – O que colocar na lancheira? [Colunista – Nutricionista]


por Juliano Rodrigues
Bom dia pessoal!

Percebo muitas dúvidas em relação ao que colocar na lancheira dos filhotes. Por isso, hoje vou dar algumas sugestões para nortear os pais confusos com esta importante missão!

Primeiramente, dicas. Ouvi a pouco tempo a idéia de uma colega nutricionista, e adorei. Quando a criança é resistente, ou quer dar sua opinião em relação ao que quer levar, o que é muito pertinente, podemos fazer da seguinte forma: coloque diversos lanchinhos saudáveis – vamos dar sugestões de lanches saudáveis a seguir – em uma cesta, ou recipiente bonito. Todos os dias, ou todas as noites para o dia seguinte, peça ao seu filho para escolher o lanche da cesta. Você complementa com o que beber ou com outro alimento, se for adequado e voilà, a lancheira saudável foi montada!
Vamos as sugestões:
Podemos colocar – ou representar com um desenho, se for algo de guardar na
geladeira – na cesta: Frutas secas: damascos, uvas passas, maçã, abacaxi ou banana desidratada; Oleaginosas – para crianças maiores, que mastigem bem: castanhas, nozes, amêndoas, amendoim; Biscoitos integrais: de todos os tipos, hoje existem muitas opções – cuidado com o excesso de sódio, analise o rótulo antes de comprar; Pães integrais para fazermos sanduíches naturais;
Bolos simples, feitos com farinha de aveia (é só trocar em qualquer receita, metade da farinha de trigo por farinha de aveia- fica ótimo!); Polenguinho; Bisnaguinhas ou similares; Frutas diversas; Cereais tipo Granola, Musli ou Sucrilhos rico em fibras – tem algumas marcas com gotas de chocolate que as crianças adoram!-; Barras de cereais e barras de frutas;Torta salgada feita em casa; Milho cozido e debulhado; Pipoca feita em casa.
Conforme a escolha do seu pequeno, inclua um suco de frutas ou um iogurte de beber. É bom sempre considerar a possibilidade de incluir uma fonte de Cálcio, principalmente se seu filho é daqueles que não tomam um bom café da manhã (mas isso não exclui a necessidade do bom café da manhã viu!).

Vamos as possíveis opções de montagens:

– Mix de frutas secas e oleaginosas – em um potinho, coloque damasco, uva
passa, nozes, castanhas.
Iogurte de beber

– Bolo simples de banana
Suco de fruta

– Um pacotinho individual de biscoitos integrais
Maçã
Suco de fruta

-Musli com gotas de chocolate
Iogurte de beber
Morango picado – tudo separadinho, pra criança montar na hora do lanche

-Pão integral com polenguinho
Suco de fruta

-2 bisnaguinhas com queijo branco
Suco de fruta
Uvas

Variar sempre o lanche garante que seu filho consuma todos os nutrientes
necessários para um bom desenvolvimento escolar e de crescimento!
Beijos e um ótimo apetite!

Juliano Rodrigues
Nutricionista CRN 2703
ALIMENTARE Consultoria
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Comida divertida, criança enganada? [Colunista – Nutricionista]


por Juliano Rodrigues
Olá pessoal!
Percebo na internet um grande movimento em relação à montagem de pratos com carinhas ou desenhos divertidos.

Mas afinal, isso é bom ou ruim? Não coagimos a criança? E, se não é
indicado esconder os alimentos (já que assim a criança é “enganada”), disfarçar em formatos divertidos é legal?

Montar pratos divertidos é um estímulo, um carinho que pode incentivar seu filho a entrar no mundo da alimentação saudável. E não é coação. Afinal, o brócolis que remete a árvore no prato têm cara e gosto de brócolis. A criança pode falar: arvorezinha! E a mãe pode repetir brócolis arvorezinha.

Já não dizia Shakespeare, se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume!

O lúdico, a brincadeira, entra no universo da criança, e pode acessá-la. Montar pratos, servir comida de uma forma diferenciada, como em copos, ou com o auxílio dos cortadores, é válido. Como gostamos de ver a comida bonita na mesa, a criança também gosta. Já serviu o mesmo jantar em uma tigela? E em um copinho?

A ciência está aí pra comentar. Uma pesquisa realizada em parceria entre a Universidade de Cornell, nos EUA e a Universidade Metropolitana de Londres, na Inglaterra, afirma que pratos coloridos, variedade, e uma disposição divertida dos alimentos incentivam as crianças a se alimentar melhor.

Mas não precisamos nem devemos ofertar o prato montado todos os dias. A idéia é aproveitar alguns determinados momentos. Já fazemos isso em aniversários, quando o bolo vem decorado com a foto do personagem. Podemos utilizar essa ferramenta para o estímulo da alimentação saudável.

Existem adultos que lembram com carinho que suas mães montavam os pratos divertidos, e isso os manteve em contato com aquele alimento até hoje. Já ouvi sobre rosto de macarrão, lua de kibe cru. A atenção e o carinho de quem ofertava auxiliou o apreço por aquele determinado alimento saudável.

A falta de apetite das crianças

por Juliano Rodrigues

Muitas vezes, as crianças comem apenas o necessário para que se mantenham em atividade constante (e ininterrupta!). Isso causa grande preocupação nas mães, que logo partem para a insistência, mesmo quando a criança não apresenta fome.

O apetite de um bebê é relacionado não apenas às suas necessidades energéticas, como também ao que come “em avulso”. Ofertar alimentos fora dos horários, ou em intervalos muito curtos, é garantia de recusa, na certa.

Acostumar o bebê, em início da alimentação complementar, com industrializados e açucarados é como escrever errado por linhas tortas… hehehe…

Quando as crianças têm muitas atividades, comem mais. Se o contrário acontecer, gastam menos energia e podem não sentir fome como a mamãe gostaria.

Bebê de fases!

Nos primeiros seis meses de vida, o apetite do bebê muda muito. Com 1 ano
e meio começam a socialização e incorporam hábitos alimentares seletivos.

Próximo dos dois anos iniciam a fase anal. Segundo Freud, essa fase dura até próximo dos 3 anos de idade. A satisfação se dirige ao ânus, ao controle da tensão intestinal.

A criança precisa aprender a controlar as evacuações e, dessa forma, deve aprender a lidar com a frustração do desejo de satisfazer suas necessidades imediatamente.

Como na fase oral, também os mecanismos desenvolvidos nesta fase influenciam o desenvolvimento da personalidade.´, e os hábitos alimentares.

E qual a relação entre a fase anal e a alimentação? Bem, boa parte do que entra pela boca, precisa sair. Crianças constipadas ficam sem apetite.

Tem ainda que outros fatores acabam por fazer com que recusem a comida,
como forma de “poder” sobre a mamãe. Mesmo os bebês sabem que se o alimento nutritivo não descer, com jeitinho (ou muitos gritos), conseguem o que querem. Filhos têm dessas coisas.

Alguns manipulam os medos de suas mães com certa destreza, se considerarmos seus tamanhos.

Lembre-se: Sempre dê o exemplo!

Se a família não tem o costume de comer alimentos saudáveis, e opta pelo
mais fácil, então tudo fica ainda mais difícil.

A responsabilidade dos pais na criação dos seus faz muita diferença nessa
hora.

Agora é o momento de direcionar, orientar, educar ( a eles e a si mesmos),
para que não repitam os equívocos de toda a sociedade

Vilões de Dietas – Comidas prontas e fast food


Por Juliano Rodrigues
O que tem no seu freezer e geladeira? Como você tem se alimentado? Já parou para pensar sobre esse assunto? Com a correria do dia a dia, a tendência é comprarmos cada vez mais comidas prontas ou então, comermos em locais rápidos como restaurantes self service ou lanchonetes fast food por exemplo.

O consumo desses alimentos vem crescendo a cada dia e pesquisas mostram que esse aumento está ligado a vários fatores, entre eles a mudança na composição dos lares. Dados do último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que dos 56 milhões de domicílios brasileiros entrevistados, 10% eram habitados por apenas 1 pessoa.

É justamente pensando nessas condições da vida moderna – comodidade, praticidade e pessoas que moram sozinhas – que as empresas investem em comidas prontas, oferecendo mais diversidade de pratos e facilidade de aquisição. Mas agora vamos ao que realmente nos interessa neste momento.

Essas comidas são saudáveis? Contribuem com a nossa dieta?

Como todos nós já sabemos, estes tipos de alimentos contem uma maior quantidade de gordura e sódio. Quanto maior a quantidade de gorduras no alimento, maior a sua densidade energética, ou seja, maior a quantidade de calorias em cada grama de alimento.

Em relação ao sódio, é importante dizer que ele não vem somente do sal que é colocado nesses alimentos, mas pode vir também de aditivos que são adicionadas para permitir que o alimento se conserve por mais tempo.

E uma alimentação rica em calorias, gorduras e sódio pode levar a obesidade e a outras doenças crônicas como pressão alta, diabetes, colesterol alto e doenças do coração, etc.

Alimentos menos agressivos…

Por causa desta preocupação crescente com as condições de saúde da população, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vêm estimulando a indústria de alimentos para que haja uma diminuição das quantidades de gorduras trans e de sódio dos alimentos.

No caso dos fast foods, devido a esta preocupação e a maior conscientização dos consumidores, muitos já disponibilizam opções mais saudáveis com saladas e grelhados. Neste caso, é só uma questão de usarmos o bom senso na hora de escolher.

Lanches, comida pronta, mestre cuca?

Vale lembrar que os lanches realmente são bastante calóricos e ricos em gorduras e sódio. Se for escolher essa opção, retire o molho, prefira a versão grill, tome suco de fruta ao invés de refrigerante e não coma a batata frita.

Já a comida pronta, seja a que comemos em restaurantes ou a que compramos no supermercado para comer em casa, também pode ter uma quantidade grande de sódio e gordura.

Se você não puder optar por ir para a cozinha preparar sua própria comida, pelo menos pode compor sua refeição de forma mais saudável. Lembre-se que saladas higienizadas prontas para temperar e comer são encontradas facilmente em qualquer supermercado.

Com certeza vocês já ouviram dizer: “Ah, não tenho vontade de cozinhar só pra mim. Estando pronto é mais prático”, “Não tenho tempo, prefiro comprar pronto”.

É claro que além da questão do tempo, comer também é um ato social, pois está ligado a companhia da família, de amigos, e, claro, aos elogios que se espera de quem vai comer o que você iria preparar. E sem esses estímulos, o gosto de cozinhar acaba se perdendo. E lá vamos nós para a comida pronta mais uma vez…

A verdade é que cozinhar pode sim ser um grande prazer, mesmo que só pra você. E para ficar prático, aqui vão algumas dicas:

– Pegue uma pequena parte do final de semana e reserve somente para preparar as refeições de toda semana. Guarde porções individuais em recipientes próprios e congele adequadamente.

– Deixe a salada já lavada e higienizada ou compre já pronta para que não seja mais uma desculpa para não consumir esse grupo de alimentos.

– Olhe os ingredientes e a informação nutricional do produto e não se esqueça que elas são referentes a uma porção e não à embalagem inteira.

– Quando você disser a si mesmo que não tempo de preparar uma refeição, lembre-se de quantas horas gastamos com outras coisas, nem sempre tão essenciais assim…

E se comer fora for realmente inevitável, as dicas são:

– Deixe de lado as entradas/antepastos e vá direto para a salada ou prato principal.

– Olhe todas as opções do buffet antes de se servir. Isso evita que ao final você tenha pego o dobro do que deve comer naquela refeição.

– Fuja de preparações muito brilhantes. Isso significa, provavelmente, que ela foi feita com uma quantidade grande de óleo.

Alimentação Saudável para Bebês – Receitas de Papinhas naturais

Por Juliano Rodrigues



Pais, sua missão maior de educar, colocar limites e ensinar os verdadeiros valores da Vida. A alimentação correta e saudável para as crianças faz parte deste contexto.


A primeira coisa é ter paciência, pois o bebê vai estranhar os novos sabores, perceba de qual ele gosta mais. Normalmente se começa com frutas e depois as papas salgadas. Uma boa técnica é colocar a colher no cantinho da boca deixando a papinha escorregar suavemente, dando tempo para que ele conheça o novo alimento.


Nas primeiras semanas as papas de legumes, são com um tipo de legume e um tipo de vegetal, só depois vá misturando os sabores. Nunca é demais lembrar que o leite materno é um alimento insubstituível, mas que depois dele são as papinhas que vão fornecer os nutrientes que seu filho precisa para crescer forte e sadio. Os ingredientes devem ser escolhidos pela sua qualidade e pureza e o Pediatra deve determinar a consistência da papinha, se batida no liquidificador, amassada ou em pedacinhos, de acordo com a idade de seu bebê.



Papinha de Mandioquinha e Beterraba: 
Ingredientes:
2 mandioquinhas
2 batatas
2 beterrabas
1 cebola
3 folhas de alface
1 colher rasa de sopa de azeite extra virgem
1 pitada de sal marinho
Salsinha a gosto
Modo de Preparar:

Lave bem todos os legumes e folhas. Retire a casca e corte em pedaços pequenos. Leve para ferver. Deixe cozinhar até que os legumes fiquem bem macios. Processe, liquidifiuqe ou amasse e coloque em potinhos de vidro de 200 a 300 gr. Guarde na geladeira.


Variações: cenouras, abóbora, batata doce, couve flor, repolho.