Desenvolvendo a linguagem do seu filho [Colunista – Fonoaudióloga]

Por Tatiane Maciel
As crianças aprendem a falar escutando, explorando e respondendo aos sons do mundo ao seu redor. Hoje vou falar sobre algumas maneiras de melhorar e motivar o desenvolvimento linguístico do seu filho.
* Fale com o bebê durante o dia. Encontre qualquer desculpa para falar. Descreva, explique e elabore as coisas que vocês dois estão fazendo. Pesquisas mostraram que a qualidade e quantidade das suas interações verbais contribuem diretamente para a velocidade na qual seu bebê aprende sua linguagem.

* Explore os ritmos da linguagem. Encoraje o conhecimento do seu bebê sobre cadências e padrões rítmicos da fala, usando rimas, cantando canções e músicas de ninar.
* Leia para o seu bebê. Exponha-o desde cedo a uma variedade de livros de alta qualidade, e estabeleça um ritual e rotina para ler alto para ele todos os dias.
* Desde o nascimento, os bebês adoram que falem com ele, e eles gostam ainda mais se você olha diretamente para ele enquanto fala. Estudos mostram uma forte conexão entre o número de “conversações” que um bebê tem com seus pais e o desenvolvimento intelectual.

Abaixo segue uma tabela feita pelos conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia com o desenvolvimento da linguagem da criança, o que é esperado para cada fase, é importante nos atentarmos na linguagem dos nossos filhos, caso tenha alguma dúvida leve a criança ao fonoaudiólogo.

Rouquidão na infância é normal? [Colunista – Fonoaudióloga]

 por Tatiane Maciel


Atenção pais, nenhuma rouquidão que persista por 15 dias deve ser considerada normal, caso isso aconteça a criança deve ser avaliada por um otorrinolaringologista.
A disfonia, popularmente conhecida por rouquidão, é um sinal de que algo diferente está acontecendo na garganta, especialmente nas pregas vocais. Existem pessoas que já nascem com a voz alterada, as chamadas alterações congênitas, ou a adquire ao longo da vida. Quando as crianças já nascem com alguma alteração, muitos pais têm dificuldade em identificá-la pelo fato dela sempre ter falado daquela forma e a considera normal. Por outro lado, crianças que têm o hábito de falar alto e/ou gritar com certa frequência e desenvolvem a rouquidão, podem fazer com que os pais também se acostumem que este padrão. Por isso a importância de ficarmos atentos à voz dos nossos filhos.
Outra causa da rouquidão são as alergias como bronquite, infecções na garganta ou aquelas que fazem a criança tossir e pigarrear. Esses fatores também exigem demais das pregas vocais, fazendo com que a criança não use a voz de forma adequada.
Os alvos mais freqüentes da rouquidão são as crianças de 5 a 10 anos, provavelmente por estarem ampliando o círculo de relacionamento ao entrar na escola, sendo o uso da voz mais solicitado. A proporção entre os sexos é de três meninos para uma menina. Acredita-se que a rouquidão está mais presente nos meninos por uma exigência social de um comportamento mais agressivo dos meninos e pelo fato de ser maioria em esportes que exigem um esforço maior da voz, como o futebol.
É muito importante cuidar da saúde vocal do seu filho, não deixe que essa rouquidão passe despercebida, após o diagnóstico feito pelo o otorrinolaringologista, o tratamento para a grande maioria dos casos de rouquidão é com fonoterapia.

A música e o estímulo da fala infantil. [Colunista – Fonoaudióloga]


por Tatiane Maciel
Hoje vou falar de algo que está sempre presente nas minhas terapias de estimulação de fala infantil: a música. Quero dividir com vocês os benefícios da mesma, pois ela influência diretamente no desenvolvimento infantil, desde o útero materno, onde o bebê já reage a estímulos sonoros produzidos pelo meio externo, e por toda sua infância.
Só temos que nos atentar à altura do som, pois o ouvido é um órgão muito sensível  no ser humano e, ainda mais, em recém-nascidos, bebês e crianças, por essa razão é importantíssimo regular à altura de qualquer som a que uma criança esteja exposta e, inclusive o uso de fones de ouvido, só deve ser efetuado com volume baixo e de forma moderada.
A estimulação infantil com músicas proporciona diversos benefícios, entre eles:
  • Estimula o desenvolvimento da linguagem oral, aquisição da leitura e escrita, melhorando a capacidade de memorização e de raciocínio lógico;
  • Aumento de vocabulário;
  • Auxilia no aprimoramento da coordenação motora;
  • Ensina a ouvir as pessoas ao seu redor e os ruídos do ambiente em que esta inserido;
  • Estimula a sociabilização, pois a criança aprende a conviver melhor com os adultos e com as outras crianças;
  • Comunicação mais efetiva e harmoniosa;
  • Melhoria da concentração para aquisição do aprendizado;
  • Ajuda a desenvolver o vínculo afetivo entre pais e filhos.


Que tal ouvir uma música agora com seu filho (a)?! 

Qual a maneira correta de limpar os ouvidos? [Colunista – Fonoaudióloga]


Por Tatiane Maciel
Hoje vamos falar de um assunto que muitos até já sabem, “não se deve usar o cotonete”, porém não perdem o hábito de usá-los,  então vamos entender quais os riscos dessa prática bastante difundida, que é a utilização das hastes flexíveis (cotonete) para limpeza dos ouvidos e como limpar corretamente os nossos ouvidos e dos nossos pequenos.
É fato, a utilização das hastes flexíveis (cotonetes) não deve ser realizada, pois acaba empurrando a cera para dentro do conduto auditivo, o que pode levar a perda da audição e dor. 
Todo mundo tem cera no ouvido, que pode ser desde a cor amarelo clara até marrom escura. Ao limpar os ouvidos com hastes flexíveis (cotonetes) o indivíduo pode causar uma lesão ao órgão, além de otites externas, infecções e lesões graves ou leves na membrana timpânica, como perfurar o tímpano, e em último caso pode até precisar de uma cirurgia para correção.
Ao limpar o ouvido o indivíduo tenta retirar a cera – cerume – do ouvido, que tem como principal função proteger. A cera é produzida por glândulas existentes no canal auditivo mais externo, sendo produzida e expelida normalmente.
O cerume recobre a pele do canal e o protege da água, que pode conter microrganismos nocivos e retém poeira e partículas de areia, impedindo danos ao tímpano.
O nosso organismo tem um processo de auto-limpeza, a cera que fica no canal externo do ouvido seca e vira um pó, que é eliminada pelo corpo.
Para limpeza adequada dos ouvidos utilize apenas a ponta da toalha logo após o banho, limpando somente até onde o dedo alcança assim a cera não será empurrada em direção ao tímpano. 
Nunca introduza objetos pontiagudos (chaves, grampos de cabelo) nas orelhas. Esses objetos podem causar também pequenos ferimentos no conduto auditivo externo, infecções ou até rompimento da membrana do tímpano. Não os utilize nem mesmo para coçar o conduto auditivo.
O organismo de alguns indivíduos pode produzir cera em excesso ou os canais auditivos serem estreitos demais, nestes casos a cera pode tampar o tímpano causando dificuldade na audição. Nestes casos é necessário retirar a cera, porém o processo deve ser realizado por um otorrinolaringologista, que se utilizará de lavagem ou aspirações, com equipamentos que não agredirão os ouvidos. Antes da limpeza pode ser preciso usar uma solução em gotas própria para amolecer e soltar a cera. Na dúvida, procure sempre um especialista!

TESTE DA ORELHINHA [Colunista – Fonoaudióloga]



 Por Tatiane Maciel
O Teste da Orelhinha, ou Triagem Auditiva Neonatal, é realizado já no segundo ou terceiro dia de vida do bebê. No Brasil, por lei, todas as crianças devem ser submetidas a esse exame ainda na maternidade, o exame é obrigatório e gratuito. Ao contrário do nome parecido com o teste do pezinho, no Teste da Orelhinha não é preciso fazer um furinho na orelha do bebê. O Teste da Orelhinha é realizado com o bebê dormindo, em sono natural, é indolor e não machuca, não tem contra-indicações e dura em torno de 10 minutos O exame consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do bebê que emite sons de fraca intensidade e recolhe as respostas que a orelha interna do bebê produz, saindo na mesma hora o resultado do exame.
Se o bebê não passar no teste, ele deve ser encaminhado para avaliação otorrinolaringológica. E se confirmada a perda auditiva, o bebê deverá ser acompanhado pela equipe de otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos que vão iniciar o processo de reabilitação auditiva. O quanto antes a criança for reabilitada, melhor será seu desenvolvimento global e o desenvolvimento da linguagem.
O TESTE DA ORELHINHA NORMAL NÃO É SEGURANÇA DE QUE A AUDIÇÃO DA CRIANÇA SERÁ NORMAL PARA SEMPRE. Outros problemas com o passar do tempo podem levar a perda auditiva. A mãe deve estar sempre atenta ao desenvolvimento da linguagem da criança.

O que é o Distúrbio do Processamento Auditivo Central, seus sinais e sintomas [Colunista]

por Tatiane Maciel

 O Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC) é um transtorno que afeta a capacidade de compreensão do indivíduo, tanto crianças como adultos. A pessoa detecta os sons normalmente, mas não os interpreta. Ou seja, ela ouve bem, mas tem dificuldade de compreender o som que acabou de escutar, pois o problema dos pacientes com DPAC não é no ouvido, mas no sistema nervoso central. O processamento do estímulo sonoro não é feito corretamente e a decodificação é lenta.
Os principais sinais e sintomas do DPAC são:
  • Parece não ouvir bem? É muito distraída ou desatenta?
  • Demora em escutar e/ ou entender quando chamada sua atenção?
  • Fala muito “Hã?”, “O que?”, ou “Não entendi!”?
  • Possui dificuldade para lembrar o que foi dito ou parece ter problemas de memória?
  • Tem fala diferente de outras crianças da mesma idade?
  • Tem dificuldades para ler ou escrever ou outras dificuldades escolares?
  • Tem dificuldade para entender o que está sendo falado quando em ambientes ruidosos ou em grupos?
  • Não consegue acompanhar uma conversa com muitas pessoas falando ao mesmo tempo?
  • Há cansaço ou atenção curta para sons em geral?
  • Deixa o volume da televisão muito alto?
  • Apresenta dificuldade de localizar o som?
  • Apresenta dificuldades em seguir orientações?
  • Tem dificuldade em contar um fato ou história?
  • Tem dificuldades para transmitir um recado ?
  • Possui dificuldade em seguir uma seqüência de tarefas que lhe foi falada?
  • Tem dificuldades em entender piadas ou duplo sentido?
  • Os problemas de matemática são difíceis de interpretar?
  • A informação abstrata é difícil de compreender?


     A avaliação específica do processamento auditivo é realizada por um fonoaudiólogo da área audiológica. 

     

A hora certa de largar a chupeta e a mamadeira

por Tatiane Maciel
Essa é uma das perguntas mais freqüentes no meu consultório, muitas mamães se preocupam se já não está passando do tempo de tirar esses dois hábitos da criança e se ao passar do tempo isso vai causar alguma conseqüência. Então vamos por partes, primeiro, qual o tempo limite para a criança chupar bico e tomar na mamadeira?
Alguns especialistas indicam que o tempo limite deveria ser aos três anos, outros já reconhecem que o ideal seria remover esse habito gradualmente até os dois anos. Então se seu filho já fez 2 anos essa é a hora de começar a pensar no assunto, na minha opinião podemos ir diminuindo a freqüência para não chegar aos 3 anos e tirar abruptamente, porém sabemos de casos em que isso pode dar certo. Mas adiante vou escrever algumas dicas para esse processo tão temido por nós papais, nós sim, pois também estou passando por isso na minha casa, mês que vem meu pequeno completa dois anos e esse assunto de bico e mamadeira já anda esquentando minha cabeça, pois meu filho venera demais os dois.
Mas agora vamos falar um pouquinho sobre as conseqüências da chupeta e mamadeira, mesmo sendo com o bico ortodôntico (acredito que todos já saibam que tanto a chupeta como a mamadeira devem ser SEMPRE com bico ortodôntico) as duas podem prejudicar a oclusão dentária, comprometer o desenvolvimento dos maxilares e arcada dentária, além de afetar as funções de respiração, fala, mastigação e deglutição.  Quanto antes os pais exterminarem o hábito da chupeta e mamadeira, menos prejuízos as crianças terão. Pois, nossos filhos podem perder os pontos articulatórios da fala, pois o bico impede o contato da língua com os lábios, os dentes e o palato. Assim, podem trocar fonemas na fala, quando começarem a falar, sem perceber. Além disso, nessa fase em que a criança está adquirindo e aumentando sua comunicação verbal, é bom deixar o caminho livre para ela se expressar, pois a chupeta, quando usada o tempo todo, acaba por se tornar uma rolha, impedindo-a de falar.
Essa fase de retirada da chupeta e mamadeira tem que ser iniciado pelas nossas mentes. Precisamos estar convencidos de que essa é a melhor decisão para nossos filhos e, depois de iniciado, não devemos voltar atrás com os apelos das crianças.
Algumas sugestões seriam: Em primeiro lugar: conversar, conversar e conversar muito com seu filho, tentar explicar que ele já está crescidinho e as conseqüências desses hábitos, nessa hora vale mostrar foto da Mônica (da Turma da Mônica) para eles entenderem do que estamos falando. Ir diminuindo gradativamente a hora e o local e nunca deixar aos olhos da criança, aos poucos tentar dar somente na hora de dormir, o mesmo vale para a mamadeira, se ele toma duas vezes ao dia, primeiro você diminui para uma vez, e depois tenta combinar de ser só no fim de semana, até tirar de vez. Vale trocar por copos super coloridos, com o tema que eles gostam, nessa hora devemos abusar da fantasia. Inventar sobre a fada do dente, fazer trocas definitivas, que tal aproveitar essa época do ano para dar ao Papai Noel em troca de um brinquedo?!